Setembro Amarelo: falar é a melhor solução!

Tempo de leitura: 3 minutos

0 Flares Facebook 0 Twitter 0 Filament.io 0 Flares ×

Setembro Amarelo: falar é a melhor solução! Essa é a campanha do mês de prevenção ao suicídio de 2017. Precisamos levar a sério, pois pelos números oficiais, são 32 brasileiros mortos por dia, taxa superior às vítimas da AIDS e da maioria dos tipos de câncer.

O suicídio tem sido um mal silencioso, pois as pessoas fogem do assunto e, por medo ou desconhecimento, não veem os sinais de que uma pessoa próxima está com ideias suicidas.

Veja o exemplo de Robin Williams:

Numa entrevista que concedeu ao jornal The Guardian, em 2010,  ele falou que a cirurgia cardíaca a que tinha sido submetido o fez sentir “totalmente mortal” e que essa sensação de mortalidade o intimidou. E respondeu a pergunta: A vida é uma bênção? “Totalmente”. Quatro anos depois se suicidou, porém antes deu vários sinais: isolamento, voltou a usar álcool.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, 9 em cada 10 casos de suicídio poderiam ser prevenidos. É necessário a pessoa buscar ajuda e atenção de quem está à sua volta.

Temos como prevenir, pois o comportamento suicida surge, na maioria dos casos, como consequência de uma doença psicológica não tratada, como é o caso da depressão severa, síndrome do estresse pós-traumático ou esquizofrenia, por exemplo.

De qualquer forma, temos sinais que podem servir de alerta e precisam ser levados a sério:

  1. Tristeza excessiva ou isolamento;
  2. Alterações de comportamento ou descuido com aparência;
  3. Colocar muitas coisas pendentes em dia, ficar mais tempo escrevendo (pode ser um alerta de despedida);
  4. Depois de quadros de depressão, ansiedade ou angústia elevados, apresentar uma calmaria repentina;
  5. Fazer ameaças de suicídio;
  6. Uso excessivo de drogas ou álcool;
  7. Nostalgia, ficar falando muito do passado com saudade e sem planos para o futuro;
  8. Uso de frases como: “não aguento mais”, “eu queria sumir”, “quero terminar com tudo” e “eu quero morrer”.

A MELHOR FORMA DE ENTENDER O SUICÍDIO NÃO É ESTUDANDO O CÉREBRO, E SIM, AS EMOÇÕES. AS PERGUNTAS A FAZER SÃO: ONDE DÓI?, COMO POSSO AJUDÁ-LO? Dr. Edwin Schneidman

Fatores considerados de risco:

  1. Ter casos de transtorno mental na família;
  2. Ter algum tipo de transtorno mental, pois as estatísticas mostram que 90% dos suicídios são associados principalmente por depressão, transtornos de personalidade, dependência química e esquizofrenia.
  3. Condições clínicas incapacitantes (pessoa que fica limitada, pela idade, acidente…).
  4. Se já tentou suicídio antes;
  5. Ateus;
  6. Profissionais da saúde;
  7. Desempregados;
  8. De acordo com o Instituto Português de Suicidologia, a impulsividade é um dos fatores mais importantes no suicídio.
Independentemente das causas, o suicídio resulta sempre da consolidação de emoções negativas e de estresse.
Portanto, preste atenção em você e nas pessoas que você gosta. Não subestime o sofrimento do outro, pois isso pode resultar em morte.
O que fazer para prevenir:
  1. Escutar mais e apoiar quem está em sofrimento.
  2. Percebendo situação crítica, encaminhe para profissional especializado.
  3. Pratique emoções positivas sempre e incentive-as ao seu redor.

Uma forma de auxiliar é ensinar estes dois exercícios simples para prevenir ou eliminar angústia, envolvida direta na depressão, ansiedade…

Faça sua parte!

Sempre vale a pena!!!!

Grande abraço!

Isabel

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *